KLEBER NUNES
DE OLINDA (PE)
“Foi pensando na necessidade de se proteger do sol que nasceram esses heróis. É o nosso bloco preferido: vale tudo, só não vale ficar de fora”, contou Liliane.
Os personagens clássicos dos quadrinhos chamavam a atenção pelo capricho do figurino. O microempresário D’João Barros, 41, de Natal, há 15 anos se transforma no Wolverine com direito a garras e tudo.
“Eu até já pensei em mudar de fantasia, mas os familiares e amigos sempre perguntam se o Wolverine estará presente. Assim vou mantendo a tradição”, disse Barros.
Quem faz questão de ir para o bloco com uma fantasia diferente todo ano é o professor de educação física Rodrigo Oliveira, 28, do Recife.
“Sempre me inspiro em um personagem de vídeo game e todo ano faço uma fantasia nova para estrear aqui”, disse o professor que se transformou no personagem Marco, do game Metal Slug.
O Enquanto Isso na Sala de Justiça também reúne deuses. O promotor de Justiça Élder Ximenes, 45, e a administradora Alexsandra Ximenes, 45, se transformaram nos orixás Xangô e Oxum.
“São super-heróis em outras culturas que estamos homenageando este ano”, afirmou o promotor, que há 25 sai de Fortaleza para brincar o Carnaval em Olinda.
Perseguidos pelos heróis o ano todo, no Carnaval os vilões ganham uma trégua para brincar no Enquanto Isso na Sala da Justiça.
“Gosto muito dessa personagem, sem falar que ela também é ruiva assim como eu. Por isso escolhi essa fantasia. Hoje não tem maldade nem para os vilões, só alegria”, disse a estudante Júlia Vilarinho, 19, que estreou no bloco fantasiada de Hera Venenosa, uma das inimigas do Batman.