Tambores do maracatu e clarins do frevo abrem Carnaval na praça do Marco Zero, no Recife

Por blog alalaô
KLEBER NUNES
DO RECIFE

O toque dos clarins, que dá tom ao frevo, e a batida forte das alfaias (tambores), que marca o maracatu, anunciaram: é Carnaval no Recife. Milhares de pernambucanos e turistas lotaram a praça do Marco Zero, no Recife Antigo, nesta sexta-feira (5), para prestigiar a abertura da festa de Momo mais multicultural do país.

Por volta das 18h (horário local), já era grande a concentração de foliões nas ruas do Recife Antigo. A maioria estava fantasiada ou usava adereços coloridos.

Pelo 15° ano consecutivo, o percursionista Naná Vasconcelos reuniu 11 nações de maracatu. A novidade deste ano ficou por conta das tribos de caboclinhos, representando a cultura indígena.

“É a primeira vez que eu venho e me arrependo de ser daqui do Recife e nunca ter participado da abertura. Vou vir sempre, é lindo”, afirmou a dona de casa, Roseane Mendes, 43, que estava acompanhada da filha Camila, de apenas 4 anos.

Houve quem fizesse o seu próprio bloco. “Como vim a primeira vez, resolvi fundar meu bloco o ‘Me Dá Um”, disse o auxiliar de serviços gerais, Jailson Júnior, 28, que usou como mote para seu bloco a crise econômica.

De volta ao Carnaval do Recife, depois de dois anos, o cantor Lenine comandou a festa de abertura que seguiu noite à dentro. O pernambucano levou convidados, dentre eles Johnny Hooker, Lira, Otto, Elba Ramalho, Chico César e a cantora Luísa Possi.

Também passaram pelo palco principal o Clube Misto Pão Duro e o Maracatu Porto Rico, ambos comemoram cem anos de existência e homenageados do Carnaval do Recife.

 

 

Maracatu Nação Porto Rico comemora cem anos de existência e é um dos homenageados do Carnaval do Recife (Kleber Nunes/Folhapress)
Maracatu Nação Porto Rico comemora cem anos de existência e é um dos homenageados do Carnaval do Recife (Kleber Nunes/Folhapress)